As vulnerabilidades exploradas com mais frequência por cibercriminosos em 2020

Agências de segurança do Reino Unido, Austrália e Estados Unidos destacaram através de um comunicado quais foram as vulnerabilidades mais exploradas por cibercriminosos nos últimos dois anos para a realização de ataques.

Agências de segurança do Reino Unido, Austrália e Estados Unidos destacaram através de um comunicado quais foram as vulnerabilidades mais exploradas por cibercriminosos nos últimos dois anos para a realização de ataques.

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA) juntamente com o FBI, o Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC) e o Centro Australiano de Segurança Cibernética (ACSC) publicaram um relatório que detalha quais foram as 30 vulnerabilidades exploradas mais frequentemente exploradas por cibercriminosos em ataques realizados entre 2020 e 2021. Quatro das vulnerabilidades mais exploradas em 2020 estavam relacionadas com tecnologias para o trabalho remoto. É importante lembrar que em decorrência da pandemia de Covid-19, muitas organizações foram obrigadas a implantar o teletrabalho para continuar operando e ao mesmo tempo cumprir as medidas sanitárias de isolamento social decretadas em grande parte do mundo, o que representou um desafio para muitas organizações que tiveram que acelerar os processos de transformação digital e lidar com um cenário em que os cibercriminosos tentavam aproveitar a ascensão do teletrabalho para realizar novos ataques.

“A mudança repentina e o aumento do uso de ferramentas para o teletrabalho, como redes privadas virtuais (VPN) e ambientes baseados em nuvem, provavelmente representaram um fardo adicional para os gerentes de segurança que lutam para manter e acompanhar as atualizações de software de rotina”, destaca o comunicado.

De acordo com dados do governo dos Estados Unidos, a maioria das vulnerabilidades visadas pelos cibercriminosos em 2020 foram divulgadas nos últimos dois anos. A seguir está uma lista das vulnerabilidades que foram exploradas com mais frequência em 2020.

Fornecedor CVE Tipo de vulnerabilidade
Citrix CVE-2019-19781 execução arbitrária de código
Pulse CVE 2019-11510 leitura arbitrária de arquivos
Fortinet CVE 2018-13379 path traversal
F5- Big IP CVE 2020-5902 execução remota de código  (RCE)
MobileIron CVE 2020-15505 RCE
Microsoft CVE-2017-11882 RCE
Atlassian CVE-2019-11580 RCE
Drupal CVE-2018-7600 RCE
Telerik CVE 2019-18935 RCE
Microsoft CVE-2019-0604 RCE
Microsoft CVE-2020-0787 elevação de privilégios
Netlogon CVE-2020-1472 elevação de privilégios

Tabela: Vulnerabilidades (CVE) mais frequentemente exploradas durante 2020.

A CVE-2019-19781 é uma vulnerabilidade no aplicativo Delivery Controller do Citrix classificada como crítica com uma pontuação de 9,8 em 10 na escala de severidade CVSS. A exploração bem-sucedida dessa falha pode permitir que um cibercriminoso assuma o controle de um sistema. A vulnerabilidade atraiu o interesse de cibercriminosos porque é facilmente explorável e pelo fato de que os servidores Citrix são amplamente usados ​​em todo o mundo.

De acordo com o relatório preparado pelas organizações de segurança cibernética, até agora as vulnerabilidades mais exploradas estão presentes em produtos da Microsoft, Pulse, Accellion, VMware e Fortinet. De acordo com o FBI, muitas organizações continuam expostas à exploração dessas falhas em seus sistemas. No caso da Microsoft, trata-se da cadeia de vulnerabilidades de execução remota de código (CVE-2021-26855, CVE-2021-26857, CVE-2021-26858 e CVE-2021-27065) em servidores do Exchange. A exploração dessas CVEs começou no início de janeiro deste ano e, de acordo com os pesquisadores da ESET, elas foram exploradas por pelo menos 10 grupos APT em mais de 115 países.

A lista completa de vulnerabilidades e recomendações para mitigá-las pode ser encontrada no comunicado no site da Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA).

As quatro agências internacionais lembram às organizações a importância de instalar atualizações de segurança o mais rápido possível, pois é a maneira mais fácil de reduzir as chances de que os sistemas sejam comprometidos.

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