Como evitar que seus filhos se tornem “inimigos da segurança” | WeLiveSecurity

Como evitar que seus filhos se tornem “inimigos da segurança”

É fundamental criar um ambiente em que as "crianças" e a "segurança" andem de mãos dadas.

É fundamental criar um ambiente em que as “crianças” e a “segurança” andem de mãos dadas.

Como já sabemos, neste mês celebramos o Dia das Crianças. Por isso, não poderíamos deixar de destacar um assunto que é tão importante: a segurança das crianças na Internet. Confira algumas ideias que podem ser úteis na hora de pensar um pouco mais sobre o assunto.

De mãos dadas

Stuart Schechter, um pesquisador de segurança da Microsoft, definiu as crianças como um “formidável adversário” da segurança, dizendo que elas representam um desafio único à proteção doméstica porque são “hackers naturais”. O desenvolvimento das crianças é algo que caminha junto com a exploração e as tentativas de compreender, desarmar e reparar os objetos que compõem o seu mundo, o que alguns psicólogos chamam de “aprendizagem precoce” seria chamado de “hacking” pelos tecnólogos.

E, embora a curiosidade das crianças seja imensurável, existem muitas alternativas para impedir os pequenos acabem se tornando “inimigos da segurança”.

Atualmente, temos percebido que a utilização de uma lista de tarefas não é suficiente para cuidar da atividade on-line das crianças, mas é necessário desenvolver a capacidade de ensiná-las a confiar em seu próprio julgamento, para que não dependam inteiramente de soluções técnicas.

Aprendemos também que devemos acompanhar as crianças desde os primeiros passos para evitar a sensação de que sabem mais: mesmo que isso seja verdade às vezes, os adultos estão mais preparados para aplicar a sua experiência em lidar com os aspectos menos agradáveis da vida em geral na vida on-line. Ter conhecimento técnico não é o mesmo que saber lidar com certas situações, e ter a intenção de explorar a tecnologia não é o mesmo que ser um “adversário” da segurança.

Com acompanhamento e um diálogo aberto é possível fazer com que as “crianças” e a “segurança” andem de mãos dadas.

Qual é o papel dos pais?

Os riscos podem ser diversos: grooming, ciberbullying, sextorsão, infecções por malware, downloads, roubo de informações, spam ou golpes. O importante, como sempre, é que você esteja ciente sobre a existência de cada um deles e, principalmente, saiba como estar protegido.

E como posso fazer isso? Como destacamos anteriormente, as listas de tarefas e as melhores práticas são o ponto de partida e devem conter todas as ações possíveis para a proteção das crianças. Há quatro práticas que não devem ser esquecidas:

#1 Oriente sobre a “limpeza” dos dispositivos

Dê uma olhada nos programas e aplicativos instalados nos dispositivos de seus filhos (computadores, smartphones ou tablets). Sempre pode haver algum software desatualizado que eles não usam mais, mas ainda assim guardam, sem saber que podem precisar de atualizações e patches – caso contrário, eles podem se tornar portas de entrada para malwares ou cibercriminosos.

Resumindo: se o seu filho já não usa um determinado programa, apague-o. É uma tarefa simples que você pode executar a partir do gerenciador de aplicativos. A propósito, verifique se todos os outros programas e o próprio sistema operacional estão atualizados com a última versão disponível.

#2 Verifique o uso de senhas

Caso o seu filho seja um adolescente, provavelmente não queira que você saiba suas senhas. Mas o que é importante aqui é apenas garantir de que eles possam conhecer as melhores práticas para criar senhas realmente seguras, ou seja, usando números e caracteres especiais, letras maiúsculas e minúsculas, palavras e frases que são difíceis de adivinhar, mas fáceis de lembrar. Além disso, atenção: também que é melhor armazená-las em um gerenciador de senhas, para que não seja necessário lembrar de todas elas.

#3 Revise as redes sociais

Assim como ocorre com os aplicativos, é uma boa ideia fechar todas as contas que seu filho não usa mais. Se ele cresceu, provavelmente já não queira acessar a sites de desenhos animados ou a comunidades infantis.

Por outro lado, garanta que seu filho saiba com quem se relaciona, como identificar golpes ou perfis falsos e que as definições de segurança e privacidade de seus perfis estejam corretamente configuradas.

#4 Utilize ferramentas de segurança e de controle parental

Muitas dessas tarefas podem parecer cansativas, especialmente se você tiver mais de uma criança para proteger, mas lembre-se de que há ferramentas que tornam seu trabalho mais fácil. Uma solução de segurança é o ponto de partida para proteger seus filhos contra malwares, mas você não poderá controlar suas atividades on-line.

É por isso que as ferramentas de controle parental são ideais para criar regras e filtros que tornarão a navegação de seus filhos mais segura.

E qual o papel das crianças?

Agora falta a outra parte: a parte que, além dos controles que você aplicou, as configurações e conselhos que você deu, recai sobre eles. Assim como ocorre na hora em que eles começam a sair sozinhos, sabendo que você não será capaz de estar presente a cada segundo, mas terá que confiar que eles saberão como cuidar de si mesmos graças aos seus ensinamentos. Com a sua ajuda, os seus filhos não serão “inimigos da segurança”, mas sim aliados da navegação segura. :)

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