Por que os chamamos de vírus de computador? Foi assim que dois cientistas fizeram história

Por que os chamamos de vírus de computador? Foi assim que dois cientistas fizeram história

Nesta infografia recriamos o momento em que o professor Len Adleman batizou os vírus de computador e deu início a busca por medidas de protenção antimalware.

Nesta infografia recriamos o momento em que o professor Len Adleman batizou os vírus de computador e deu início a busca por medidas de protenção antimalware.

É infeccioso e se replica.

Esse foi o raciocínio que o professor Len Adleman fez em 1983, enquanto estudava o programa malicioso que seu aluno na época, Fred Cohen, criou como um experimento universitário. Como ele nos contou em uma entrevista recente, naquele momento estava estudando o vírus do HIV em um laboratório de biologia molecular e, de repente, pensou: este programa capaz de se autoreplicar rapidamente em um sistema infectado se comparta como um vírus comum.

Desde então, devemos ao professor Adleman o termo vírus de computador. Por isso, escolhemos este evento fundador de 1983 para declarar o Antimalware Day, uma iniciativa global da ESET para reforçar a importância de se proteger contra as ameaças em um mundo onde os computadores podem caber em nossas mãos.

Esta é uma data para honrar o trabalho do Dr. Cohen e do Prof. Adleman, e as bases que estabeleceram para pesquisa de malware e o desenvolvimento de técnicas de defesa. Hoje continuamos a celebração mostrando como esses dois cientistas fizeram história em um laboratório universitário.

Você pode imaginar como o Dr. Cohen criou o vírus ou como o professor Adleman criou o seu nome? Dê uma olhada neste novo infográfico, onde vamos recriar aquele surpreendente dia:

Impressionante, não?

O trabalho desses homens acabou por inspirar um desenvolvimento constante de técnicas de proteção e pesquisas sobre ameaças digitais.

O professor Adleman sabia que essa seria uma pedra angular da história da ciência da computação e encorajava não só o Dr. Cohen, mas também seus grupos de estudantes, a aprofundar o assunto. Muitos desses primeiros papers foram a base do que mais tarde se tornou o setor de antivírus, por isso que seu legado é altamente valioso.

Alguns anos mais tarde, a ESET também começou a procurar formas de desenvolver contramedidas bem-sucedidas e continua a fazê-lo. Enquanto isso, muitos especialistas, pesquisadores, analistas e educadores se juntaram a este campo fascinante e começaram a trabalhar em pesquisa e conscientização sobre ameaças digitais.

Hoje, a ESET é o lar de alguns deles, que gostam de escrever aqui no WeLiveSecurity para compartilhar seus conhecimentos e experiências. David Harley é um deles: um pesquisador sênior com muitos anos de experiência e uma agradável lembrança deste evento de 1983.

Harley comentou:

A dissertação original de Cohen sobre os vírus de computador é um pouco difícil de conhecer. Na verdade, anos atrás, quando costumava falar em escolas sobre segurança e malware em particular, costumava me divertir perguntando quem era bom em matemática e, em seguida, colocando um slide que mostrava sua definição formal de um vírus de A Short Course On Computer Viruses e pedindo ajuda para entender isso. Felizmente, o que ele descreveu como uma “definição prática” é muito mais fácil de entender e, na verdade, tem sido usado com muita frequência no ambiente fora das universidades:

“Um vírus é um programa que pode” infectar “outros programas modificando-os para incluir uma versão possivelmente evoluída de si mesmo”.

Nesse e em seus escritos subsequentes, Cohen fez um bom trabalho de resumir o amplo espectro de malware viral e tecnologias antimalware. Atualmente, os vírus verdadeiros constituem apenas uma pequena proporção de software malicioso (que é distribuído principalmente por outros meios, como campanhas de spam maliciosas e downloads diretos em vez de autorreplicação, mas sua análise de técnicas e tecnologias defensivas continuam sendo bastante aplicáveis, embora a tecnologia antimalware de hoje use uma variedade de tecnologias, o que Cohen chamou de “efeitos sinérgicos da defesa em profundidade”.

Em um breve curso sobre vírus de computador, ele escreveu: “Eventualmente, qualquer defesa pode ser derrotada, mas o uso da defesa em profundidade parece fornecer uma proteção muito mais efetiva do que qualquer outra alternativa atual porque cobre todos os ataques com diversas camadas de defesa”.

Enquanto empresas como a ESET concordam com esta premissa há muito tempo, o antivírus tendia a ser muito mais especializado naqueles dias: de fato, no momento em que a primeira edição desse livro foi publicada (1994), passei muito tempo complementando o AV usado no lugar onde trabalhei, codificando uma variedade de utilitários do MS-DOS para conectar algumas brechas na funcionalidade…

Como você pode ver, muitas coisas mudaram desde a década de 1980, mas há algo que permanece igual: a necessidade de proteger cada sistema da maneira mais completa possível. Felizmente, temos soluções que incluem várias camadas de segurança e especialistas reconhecidos que trabalham em todo o mundo para estudar malware e encontrar formas de proteção.

Não perca a oportunidade de participar deste momento, comemorando a importância da proteção antimalware neste Antimalware Day, que será realizado todos os dias 3 de novembro de cada ano a partir de agora. Compartilhe a mensagem!

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