Dados privados de políticos alemães são expostos no Twitter

Cibercriminosos expõem dados e documentos privados de políticos alemães no Twitter

Jornalistas e outras figuras públicas do país também foram vitímas do incidente que ocorreu na Alemanha.

Jornalistas e outras figuras públicas do país também foram vitímas do incidente que ocorreu na Alemanha.

Segundo o jornal BBC, centenas de políticos, jornalistas e figuras públicas da Alemanha foram vítimas de uma brecha de segurança na qual publicamente expuseram, através do Twitter, dados pessoais como: números de telefone, emails, contatos, chats privados, fotos e detalhes financeiros, como dados de alguns cartões de crédito. A publicação dos dados foi realizada nos dias anteriores ao Natal do ano passado, mas ninguém havia notado o incidente até agora.

Entre os dados que foram vazados está o email da chanceler Angela Merkel, além de cartas enviadas e recebidas pela chanceler, informou o jornal.

Aparentemente, se trata de um dos ataques direcionados a um país de maior alcance, informou a agência de notícias Reuters. Além disso, segundo a declaração do porta-voz do Ministério do Interior da Alemanha, Sören Schmidt, à agência de notícias, ainda não está claro se a exposição das informações foi produto de um ataque ou um vazamento. O mesmo porta-voz disse que, embora a chanceler tenha sido afetada pelo incidente, a primeira análise não mostra que materiais sensíveis de seu escritório foram expostos.

Embora aparentemente nenhum dado de impacto tenha sido exposto, o grande volume de dados pessoais envolvidos no ataque pode ter sérias consequências, disse um jornalista local à BBC. A Ministra da Justiça, Katarina Barley, assegurou que foi um incidente grave e que a extensão da brecha de segurança ainda é desconhecida. Além disso, ela disse que os atores por trás dessa ação querem prejudicar a confiança na democracia e nas instituições do país.

Embora por enquanto não se saiba quem é o responsável pelo ataque, o analista de segurança e colaborador do WeLiveSecurity, Graham Cluley, considera que o fato de não só figuras políticas estarem envolvidas, mas também artistas e jornalistas, sugere que tenha sido uma ação coordenada por um determinado grupo e que coletar tantos dados deve ter levado vários meses.

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