Os 10 principais riscos na Internet para crianças e adolescentes

Os 10 principais riscos na Internet para crianças e adolescentes

Saiba quais são os principais perigos na Internet que afetam crianças e adolescentes, de acordo com um relatório produzido pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pelo Instituto Interamericano da Criança (IIN).

Saiba quais são os principais perigos na Internet que afetam crianças e adolescentes, de acordo com um relatório produzido pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pelo Instituto Interamericano da Criança (IIN).

Todos conhecemos as diversas vantagens da Internet, especialmente para quem nasceu nos anos 90 ou anteriormente. No entanto, da mesma forma que encontramos benefícios, como acontece em todos os cenários onde estão os seres humanos, também há riscos.

No início do ano, a Organização dos Estados Americanos (OEA), por meio de sua agência especializada em crianças e adolescentes, o Instituto Interamericano da Criança (IIN), publicou o relatório regional (em espanhol) intitulado “Diretrizes para o empoderamento e a proteção dos direitos das crianças e adolescentes na Internet na América Central e na República Dominicana”. Apesar da análise estar enforcada nas ameaças das regiões citadas, as informações podem ser usadas para tentar tornar a Internet um espaço cada vez mais seguro, conhecer os perigos existentes na Web e, acima de tudo, aprender como evitá-los ou como lidar com esses riscos.

E, embora essas ameaças possam afetar qualquer usuário da Internet sem fazer distinção entre as condições, o mais preocupante é que as crianças também se tornaram alvo dos cibercriminosos. Por isso, e como membros da equipe de Educação e Pesquisa da ESET, procuramos conscientizar os diferentes públicos sobre a importância do uso seguro da Internet e das novas tecnologias de forma mais consciente e responsável. Nest post, detalhamos quais são os principais perigos na Internet que afetam crianças e adolescentes, de acordo com o relatório da OEA.

É importante notar que algumas das ameaças foram extraídas da página “End Child Prostitution and Trafficking” (ECPAT) – as definições foram modificadas ligeiramente para esta publicação, sem alterar sua essência.

#1 Abuso sexual de crianças e adolescentes na Internet

Esta ameaça refere-se a todas as formas de abuso sexual facilitadas por tecnologias da informação e ou divulgadas através da mídia on-line, onde a exploração, o assédio e o abuso sexual ocorrem cada vez mais por meio da Internet.

#2 Cyberbullying / Assédio virtual

É uma forma de assédio e agressão que ocorre entre os pares, tomando como meio novas tecnologias, com a intenção de propagar mensagens ou imagens cruéis, para que sejam vistas por mais pessoas. A rápida propagação e sua permanência na Internet aumentam a agressão contra a vítima. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Fundação Telefônica, 55% dos jovens latino-americanos já foram vítimas de cyberbullying.

#3 Exploração sexual de crianças e adolescentes na Internet

Inclui todos os atos de natureza sexual cometidos contra uma criança ou adolescente através do uso da Internet como meio de explorá-los sexualmente. Também inclui o uso das novas tecnologias de informação e comunicação, que geram imagens ou materiais que documentam a exploração sexual com a intenção de produzir, disseminar, comprar e vender.

#4 Exposição a conteúdos inapropriados

Refere-se ao acesso ou exposição de crianças e adolescentes, intencionalmente ou acidentalmente, a conteúdos violentos, de natureza sexual ou que gerem ódio, sendo prejudicial ao seu desenvolvimento.

#5 Grooming

O termo refere-se às estratégias que um adulto realiza para ganhar a confiança de uma criança ou adolescente, através da Internet, com o propósito de abusar ou explorar sexualmente. O grooming sempre é realizado por um adulto.

Existem dois tipos de grooming: o primeiro é quando não há fase anterior de relacionamento e geração de confiança, mas o assediador consegue obter fotos ou vídeos sexuais da criança para extorquir. A segunda é quando há uma fase anterior em que o assediador procura gerar confiança, fazendo com que a criança ou adolescente entregue material sexual a fim de torná-lo alvo de chantagens. O assediador geralmente finge ser uma criança, consegue manipular através dos gostos e preferências da vítima e usa o tempo para fortalecer o vínculo.

#6 Materiais de abuso sexual de crianças e adolescentes gerados digitalmente

É a produção artificial, através da mídia digital, de todo tipo de material que represente crianças e adolescentes que participam de atividades sexuais e/ou de maneira sexualizada, para fazer com que os fatos pareçam reais.

#7 Publicação de informações privadas

Refere-se à publicação de dados sensíveis de forma on-line. Por exemplo, nas redes sociais.

#8 Happy slapping

É uma forma de cyberbullying que ocorre quando uma ou várias pessoas agridem um indivíduo enquanto o incidente é gravado para ser transmitido nas redes sociais. O objetivo é “tirar sarro” da vítima.

#9 Sexting

É definido como a autoprodução de imagens sexuais, com a troca de imagens ou vídeos com conteúdo sexual, por meio de telefones e/ou da Internet (mensagens, e-mails, redes sociais). Também pode ser considerado como uma forma de assédio sexual em que uma criança e um adolescente são pressionados a enviar uma foto para o parceiro, que a propaga sem o seu consentimento.

#10 Sextorsão (sextortion)

É a chantagem realizada a crianças ou adolescentes por meio de mensagens intimidadoras que ameaçam propagar imagens sexuais ou vídeos gerados pelas próprias vítimas. A intenção do extorsionista é continuar com a exploração sexual e/ou ter relações sexuais com a vítima.

Segurança das crianças na Internet: uma responsabilidade de todos

A responsabilidade de tornar a Internet um espaço cada vez mais seguro para crianças e adolescentes “exige uma abordagem abrangente e intersetorial”, destacou o Secretário de Acesso a Direitos e Equidade, Mauricio Rands, no relatório da OEA. Do ponto de vista dos governos, é necessário o desenvolvimento de marcos regulatórios e a criação de políticas públicas que promovam a cultura da cibersegurança, conforme indicado no relatório. Além disso, a importante tarefa dos adultos no desenvolvimento seguro das habilidades das crianças na Internet não deve ser negligenciada, especialmente quando eles não têm o conhecimento sobre as ameaças e o uso da tecnologia.

Para finalizar, a partir da iniciativa privada, os esforços estão concentrados principalmente na oferta de ferramentas de proteção, além do desenvolvimento de campanhas de educação sobre questões de cibersegurança. Na ESET, promovemos iniciativas para aumentar a conscientização sobre os perigos na Internet contra crianças e adolescentes, por meio de palestras e outras atividades educativas.

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