App de corrida revelou a localização de soldados e bases militares

App de corrida revelou a localização de soldados e bases militares

o mapa do Strava revelava os padrões de movimento das forças de segurança localizadas em bases militares remotas, destacou Nathan Ruser, um estudante australiano e analista do Instituto para United Conflict Analysts.

o mapa do Strava revelava os padrões de movimento das forças de segurança localizadas em bases militares remotas, destacou Nathan Ruser, um estudante australiano e analista do Instituto para United Conflict Analysts.

Em novembro, o aplicativo de corrida Strava lançou o que descreveu como o dataset “mais belo” – um mapa de calor de mais de 3 trilhões de dados coletados de GPS individuais, à medida que os usuários correm, fazem ciclismo e caminhadas por todo o mundo.

E eu concordo que é muito bonito e que pode ser útil para outros fãs de corrida, que querem conhecer as rotas de exercícios mais populares em suas cidades. Mas as preocupações geradas nesta semana mostraram que o nível de detalhe contido no aplicativo para visualizar esses dados pode realmente ter um lado sombrio.

O alerta foi levantado por Nathan Ruser, um estudante australiano de 20 anos e analista do Institute for United Conflict Analysts, que em uma série de postagens do Twitter mostrou que o mapa de calor do Strava revelava os padrões de movimento das forças de segurança localizadas em bases militares remotas. “Parece muito bonito [o mapa], mas não para as bases secretas que são claramente rastreáveis”, comentou.

Como Ruser observou, não eram apenas as bases militares dos EUA que chamavam a atenção para si mesmas, enquanto seus soldados corriam e patrulhavam.

Toda essa informação vem do Strava, um aplicativo que funciona para smartphones e fitness trackers para formar uma “rede social de atletas”.

No entanto, assim como os soldados são cuidadosos com o que publicam nas redes sociais, eles também devem se preocupar com as informações que podem estar compartilhando na Internet através do Fitbit.

Acredito que todos nós imaginamos que os soldados em atividade militar recebam ordens de retirar os rastreadores de atividade, que possam revelar sua localização, e desativar arriscados aplicativos de smartphones, mas é fácil imaginar como essas coisas às vezes podem ser ignoradas. E pela evidência apresentada por Ruser, muitos não consideraram que um app de corrida, quando fora do horário de trabalho, também pudesse ser um problema.

Outro aspecto que devemos ter em conta é se as identidades também podem ser postas em risco. Conforme explicado pelo pesquisador de segurança Steve Loughran em um post, embora muitos possam acreditar que os dados sejam totalmente anônimos, não é tão simples assim.

Loughran descreve como – depois de publicar a informação falsa sobre um circuito de running ao redor da Base Nuclear Submarina Faslane do Reino Unido – pode fazer com que o Strava entregue os detalhes dos principais corredores da região: 

“Uma vez que o Strava verifica seus registros, é possível ver um resumo sobre os 10 melhores corredores agrupados por gênero/ano, quando correm, e com quem correm. E, se seus perfis não estão suficientemente seguros: a que outras bases militares foram correr”.

Isso leva você a repensar a decisão de usar seu nome real quando registra sua conta no Strava, não é mesmo?

Se você usar o Strava, tire um minuto para ler o artigo de Rosie Spinks no QZ, que detalha as opções de privacidade disponíveis (por padrão, sua atividade esportiva, nome e fotos ficam visíveis para todos).

O Strava, entretanto, respondeu às manchetes dos jornais dizendo que “está empenhado em ajudar as pessoas a entender melhor a nossa configuração para dar-lhes controle sobre o que compartilham”.

Enquanto isso, os usuários de aplicativos que coletam dados sobre atividades físicas, como Fitbit, Garmin e Runkeeper, devem rever as dicas que o ZDNet compartilhou.

E lembre-se, os rastreadores de atividade não são os únicos apps que registram cada um dos seus movimentos. Praticamente todos nós carregamos um computador poderoso no nosso bolso, que tem a capacidade de monitorar nossos movimentos com uma precisão surpreendente, se o permitimos. E a menos que você tenha tirado um tempo para bloquear sua localização para os aplicativos, poderá se surpreender.

Por exemplo, como o jornal britânico The Guardian descreve, o Google Maps possui mais de um bilhão de usuários. E, se você não bloqueou suas permissões, o Google mantém um registro de cada lugar ao qual você passa, todos os dias, em uma linha de tempo que vai mais além do que a sua memória pode lembrar.

Preste atenção às informações que você está compartilhando com as empresas na Internet. Você tem a opção de escolher. Use-a.

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