Fabricante de vacina contra a Covid‑19 sofre violação de dados | WeLiveSecurity

Fabricante de vacina contra a Covid‑19 sofre violação de dados

Após o incidente, a farmacêutica Dr. Reddy’s foi forçada a isolar todos os seus data centers e suspender sua produção em fábricas no Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, índia e Rússia.

Após o incidente, a farmacêutica Dr. Reddy’s foi forçada a isolar todos os seus data centers e suspender sua produção em fábricas no Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, índia e Rússia.

A farmacêutica indiana Dr. Reddy’s Loboratories comunicou na última quinta-feira (22) que foi vítima de uma violação de dados e que, devido ao incidente, isolou todos os seus serviços de data center como forma de prevenção contra o ataque. Atualmente, a empresa realiza estudos clínicos com a vacina desenvolvida pela Rússia contra a Covid-19, chamada de Sputnik V.

Segundo a BBC, a empresa se recusou a comentar se suas instalações de fabricação foram ou não afetadas. “Na sequência de um ataque cibernético detectado, isolamos todos os serviços de data center para tomar as ações preventivas necessárias”, disse o CIO Mukesh Rathi da Dr. Reddy’s ao jornal. Na ocasião, Rathi também destacou que todos os serviços estariam funcionando normalmente em 24 horas e que não previam qualquer grande impacto provocado pelo incidente nas operações.

A Dr. Reddy’s desenvolve e fabrica mais de 200 produtos que abrangem gastroenterologia, oncologia, controle da dor e condições cardiovasculares.

Ataques ao setor de saúde

Como já destacamos anteriormente, os ataques ao setor de saúde não são uma novidade. Em abril deste ano, a INTERPOL alertou sobre o crescimento de ataques de ransomware direcionados a hospitais e empresas que desempenham um papel importante na luta contra a Covid-19.

Já em maio, o Secretário para Assuntos Externos do Reino Unido, Dominic Raab, destacou que órgãos governamentais dos Estados Unidos e do Reino Unido identificaram campanhas maliciosas que estavam direcionadas a profissionais do setor de saúde, empresas farmacêuticas e organizações de pesquisa, e enfatizaram uma possível evolução dessa atividade maliciosa nos próximos meses.

Em setembro, foram relatados nos Estados Unidos e na Espanha diversos ataques de ransomware que afetaram hospitais, empresas que oferecem seguro saúde e até empresas que desenvolvem tecnologia para realizar estudos clínicos como os realizados para a vacina da Covid-19.

Veja mais: Por que os hospitais são um alvo tão atrativo para os cibercriminosos?

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