Malware Fruitfly espionou milhares de usuários de Mac por 13 anos

As autoridades dos Estados Unidos apresentaram acusações contra um homem de 28 anos do estado de Ohio, acusado de ter criado e instalado spyware em milhares de computadores há 13 anos.

Phillip R. Durachinsky, de North Royalton (Ohio), é acusado de ter usado um malware para Mac, conhecido como Fruitfly, que pode contralar remotamente os computadores de suas vítimas, carregar e acessar arquivos, tirar screenshots, carregar os toques no teclado e espiar através de webcams.

Durachinsky, que enfrenta diversas acusações, incluindo violações de leis de fraude e abuso de computadores, por grampo telefônico e roubo de identidade, pode também ter criado uma interface visual que lhe permitiu recuperar imagens ao vivo de vários computadores infectados simultaneamente.

Na denúncia (em inglês), Durachinsky é acusado de ter utilizado malware, criado por ele mesmo, entre 2003 e janeiro de 2017 para roubar dados pessoais, registros fiscais, senhas e “comunicações comprometedoras”. De acordo com a denúncia, Durachinsky usou nomes de usuário e senhas roubados para acessar contas de suas vítimas e obter informações detalhadas sobre elas. Fruitfly aparentemente infectou computadores usados por milhares de indivíduos, empresas, escolas, departamento de polícia, governos locais, estaduais e federais.

Fruitfly aparentemente infectou computadores usados por milhares de indivíduos, empresas, escolas, departamento de polícia, governos locais, estaduais e federais.

De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, além dos usuários de Mac terem sido as principais vítimas deste malware, outras variantes da ameaça também foram usadas para infectar computadores com o Windows. No entanto, o que mais chama à atenção é o fato do Fruitfly ter ficado escondido nos computadores de suas vítimas por tantos anos.

“Aparentemente, por mais de 13 anos, Phillip Durachinsky infectou com malware os computadores de milhares de americanos e roubou suas informações e comunicações mais pessoais”, disse o procurador-geral adjunto Cronan. “Este caso é um exemplo dos esforços contínuos feitos pelo Departamento de Justiça para responsabilizar os cibercriminosos por invadir a privacidade de outros e aproveitar a tecnologia para fins pessoais”, concluiu.

O malware direcionado para Mac não é visto com tanta frequência quanto o malware para Windows, mas isso não significa que o problema não exista – significa apenas que a grande quantidade de malware baseado no Windows, lançado todos os dias, é surpreendente. Nesse sentido, os usuários de Mac devem ignorar as afirmações sobre a plataforma que se diz ser, de alguma forma mágica, a “prova de malwares”. O ideal é estar protegido com uma defesa em camadas e, dessa forma, reduzir as chances de ser espiado ou ter seus dados roubados.

Autor Graham Cluley, We Live Security

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