Enfrentando a fadiga de segurança: 3 aspectos básicos que você não pode esquecer!

Enfrentando a fadiga de segurança: 3 aspectos básicos que você não pode esquecer!

É compreensível que muitos usuários se vejam sobrecarregados com as medidas para enfrentar as ameaças, mas isso não é motivo para render-se.

É compreensível que muitos usuários se vejam sobrecarregados com as medidas para enfrentar as ameaças, mas isso não é motivo para render-se.

O assunto do post de hoje é algo que está cada vez mais presente na nossa rotina, tendo sérias implicações na segurança dos usuários. Inclusive já possui um nome: “fadiga de segurança” e pode ser um grave problema caso não seja tratado a tempo.

É compreensível que muitos usuários, às vezes, se vejam sobrecarregados com as medidas de segurança que devem ser adotadas para enfrentar as ameaças e ataques cibernéticos, mas isso não é motivo para render-se.

A seguir veremos dicas de como adotar as melhores práticas de segurança, fazendo com que se tornem ações habituais em nosso dia a dia. Proteger-se não deve ser sinônimo de uma tarefa tediosa, mas parte da nossa rotina.

1. Gestão de senhas

Um dos principais problemas enfrentados pelos usuários que querem melhorar a sua própria segurança é ter que memorizar senhas. Isso pode parecer cansativo quando administramos muitos serviços online e devemos lembrar muitas senhas diferentes e complexas.

De fato, geralmente esse é o principal problema apontado pelos usuários que já foram afetados pela fadiga de segurança. No entanto, na hora de gerenciar as nossas fechaduras na vida real, ninguém pensa em usar a mesma chave para fechar portas diferentes e nem mesmo escutamos queixas por termos que levar muitas chaves em um único chaveiro. Se pararmos para pensar, isso já é algo naturalizado.

Se você não tem problemas em levar um chaveiro, por que colocar dificuldade na hora de utilizar senhas robustas e diferentes para cada serviço? Está claro que nem todas as pessoas tem a mesma capacidade de memorização, mas esse problema pode ser solucionado, principalmente utilizando gestores de senhas para tornar mais fácil a administração das nossas credenciais.

2. Atualização de aplicativos e sistemas operacionais

Muitos malware atualmente se aproveitam de vulnerabilidades e falhas de segurança presentes no sistema operacional ou aplicativos que usamos diariamente. Ter tudo atualizado pode parecer uma tarefa difícil, principalmente considerando a quantidade de atualizações e patches que são publicados quase diariamente, mas na verdade é algo que pode ser feito de forma bastante cômoda.

Imagine que conseguimos alugar uma casa por um bom preço, mas sempre será necessário fazer alguns ajustes. O dono do imóvel diz que não há problema, pois qualquer reparação está incluída no valor do aluguel. Dessa forma, é algo completamente incompreensível viver em uma casa com todos os tipos de problemas, quando poderíamos resolvê-los rapidamente e sem custo.

Algo semelhante acontece com os patches de segurança, que normalmente são livres e só precisamos realizar a instalação. Além disso, se queremos automatizar esse processo, podemos usar programas que nos ajudam a detectar quais aplicativos do nosso sistema solicitam uma atualização (realizando também a instalação automática).

3. Instalar e configurar uma solução de segurança

Se comentarmos para alguns usuários sobre a possibilidade de instalar e configurar um antivírus com múltiplas ferramentas incluídas, é possível que comece a surgir um suor frio pela testa, pensando que irão ter que navegar através de infinitos menus cheios de opções que não entendem e, por isso, acabem desistindo rapidamente.

No entanto, quando vão a um médico que prescreve os medicamentos adequados para o tratamento, poucas pessoas verificam quais são os princípios ativos do medicamento ou leem os possíveis efeitos adversos.

Se considerarmos os antivírus como medicamento para tratar as “doenças” dos nossos computadores, o procedimento é semelhante. Quase sempre, a configuração padrão estabelecida pelo fabricante nos ajuda a estar protegidos diante de uma grande quantidade de ameaças.

Além disso, tal como acontece com os medicamentos, em que cada paciente pode ser tratado com uma quantidade apropriada para o seu estado e condição física, os antivírus dispõem de opções personalizáveis para as necessidades de cada usuário. Dessa forma, você poderá definir medidas de proteção adicionais ou aliviar a carga do antivírus no sistema, dependendo das tarefas que sejam realizadas no computador.

Conclusão

Os três exemplos deste post são apenas uma pequena amostra das analogias que podemos estabelecer na hora de gerenciar a cibersegurança no dia a dia. Como podemos ver, é tudo questão de realizar uma série de boas práticas, fazendo com que se tornem parte da nossa rotina.

Se você fizer isso direitinho e de forma contínua, perceberá como a sua segurança aumentará sem que seja necessário sofrer com a tenebrosa “fadiga de segurança”.

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