O duelo: Facebook x Justiça brasileira

O duelo: Facebook x Justiça brasileira

Sem dúvida, a primeira preocupação que nos vêm à mente quando lemos uma nova notícia sobre o WhatsApp é: quando o aplicativo será bloqueado novamente? Há um pouco mais de uma semana após a terceira interrupção do WhatsApp no Brasil, a Justiça brasileira retorna o duelo com o Facebook, dono do serviço de troca de

Sem dúvida, a primeira preocupação que nos vêm à mente quando lemos uma nova notícia sobre o WhatsApp é: quando o aplicativo será bloqueado novamente? Há um pouco mais de uma semana após a terceira interrupção do WhatsApp no Brasil, a Justiça brasileira retorna o duelo com o Facebook, dono do serviço de troca de

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Sem dúvida, a primeira preocupação que nos vêm à mente quando lemos uma nova notícia sobre o WhatsApp é: quando o aplicativo será bloqueado novamente? Há um pouco mais de uma semana após a terceira interrupção do WhatsApp no Brasil, a Justiça brasileira retorna o duelo com o Facebook, dono do serviço de troca de mensagens.

Na última quarta-feira (27), o Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) obteve o direito de bloquear R$ 38 milhões do Facebook pelo descumprimento da decisão judicial que o obrigava a fornecer dados de cadastros e a quebrar o sigilo de mensagens trocadas pelo WhatsApp para uso em investigações.

A discussão nos faz lembrar de um caso recente, que ocorreu no início deste ano, quando o FBI pediu a Apple para bular a criptografia do iPhone de um terrorista que matou 14 pessoas em dezembro de 2015, nos EUA. A polícia teve que recorrer a especialistas, pagando mais de US$ 1 milhão por um método (não revelado) de desbloqueio do aparelho.

O fato é que este novo ato de confronto nos faz refletir sobre dois aspectos: o primeiro é o duelo entre as autoridades e as empresas de tecnologia, que se comprometem com a privacidade das informações dos usuários. O segundo ponto é que podemos perceber como as ferramentas de segurança estão sendo implementadas com técnicas cada vez mais robustas, como (neste caso) a criptografia de ponta-a-ponta de mensagens, utilizada pelo WhatsApp.

 

Criptografia ponta-a-ponta

Com o método de criptografia de ponta-a-ponta, apenas os usuários envolvidos na conversa têm acesso às mensagens, já que para descriptografá-las é necessário possuir uma chave particular, que somente as duas pessoas possuem.

O WhatsApp utiliza o código do TextSecure para implantar a criptografia, permitindo que as mensagens sejam enviadas por meio de uma conexão SSL criptografada, o que garante que as mensagens não serão lidas por terceiros. Teoricamente, nem o Facebook, nem ninguém pode ler suas mensagens.

É exatamente nestes casos que percebemos como a Segurança da Informação, mesmo em meio a confrontos de posicionamentos, deve ser considerada como uma prática diária para garantir a proteção de seus dados.

Saiba mais sobre o tema lendo dicas de segurança para proteger seu WhatsApp e confira também o guia sobre criptografia de informação, preparado pela ESET.

 

Imagem: ©SamAzgor/Flickr

Autor: Francisco de Assis Camurça, da ESET

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