Hackeando aviões – investigadores estão desenvolvendo sistemas para combater malware em voos

Hackeando aviões – investigadores estão desenvolvendo sistemas para combater malware em voos

Embora alguns especialistas digam que hackear aviões é algo impossível – ou quase impossível, as tecnologias de comunicações wireless (sem fio) que vem sendo adotadas por aeronaves poderiam mudar essa realidade. No Reino Unido, o Doutor David Stupples, professor da City University, e sua equipe de investigadores estão analisando formas de minimizar esses riscos no

Embora alguns especialistas digam que hackear aviões é algo impossível – ou quase impossível, as tecnologias de comunicações wireless (sem fio) que vem sendo adotadas por aeronaves poderiam mudar essa realidade. No Reino Unido, o Doutor David Stupples, professor da City University, e sua equipe de investigadores estão analisando formas de minimizar esses riscos no

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Embora alguns especialistas digam que hackear aviões é algo impossível – ou quase impossível, as tecnologias de comunicações wireless (sem fio) que vem sendo adotadas por aeronaves poderiam mudar essa realidade. No Reino Unido, o Doutor David Stupples, professor da City University, e sua equipe de investigadores estão analisando formas de minimizar esses riscos no futuro.

Em uma entrevista ao site The Guardian, o Doutor Stupples revela que “uma ameaça digital” a uma aeronave é possível, e que malware poderia ser inserido nos sistemas de aeronaves como “cyber bombas”, no sentido de que poderiam causar danos suficientes nesses sistemas para causar a queda de um avião.

A equipe de Stupples está investigando métodos inovadores para prevenir situações como essas. A ideia, segundo o site City AM, é construir “uma rede que se ‘reconfiguraria’ devido ao malware”. Detectando comportamento suspeito no momento que aparecesse, Stupples explica que “é possível, de várias formas, talvez não derrotar, mas frustrar os planos dos atacantes”. Desligar sistemas não-essenciais seria provavelmente uma das formas mais simples de bloquear ataques às infraestruturas consideradas críticas.

Embora afirme que de fato é possível hackear um avião, Stupples enfatiza que algo assim não seria algo trivial. De fato, um atacante teria que ter conhecimentos muito avançados; “O atacante teria que controlar o piloto automático e fazê-lo de algum lugar que não conhece – é muito difícil. Ele teria que conhecer completamente a arquitetura do sistema de voo. E a interface faz exatamente isso. Sim, é possível, mas o atacante teria que conhecer muito.”

Hackear aviões é uma forma muito complexa e complicada de causar danos. O Doutor Phil Polstra, piloto comercial e professor de forense digital da Universidade Bloomberg contou ao site The Guardian que seria mais fácil e óbvio sabotar a parte mecânica de um avião no momento da sua manutenção: “Seria muito mais fácil e mais provável do que um ataque ‘high-tech’.”

Author Editor, ESET

Adaptação Ilya Lopes, ESET

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