100 cibercriminosos são presos por espionagem com Blackshades

100 cibercriminosos são presos por espionagem com Blackshades

Mais de cem pessoas foram presas em diversos países graças a uma investigação realizada pelo FBI relacionada ao uso ilegal da ferramenta de administração remota chamada Blackshades. Foram realizadas buscas em mais de 12 países com a participação de órgãos de segurança pública na Europa, Ásia, Austrália e América do Norte, segundo a revista Time.

Mais de cem pessoas foram presas em diversos países graças a uma investigação realizada pelo FBI relacionada ao uso ilegal da ferramenta de administração remota chamada Blackshades. Foram realizadas buscas em mais de 12 países com a participação de órgãos de segurança pública na Europa, Ásia, Austrália e América do Norte, segundo a revista Time.

Mais de cem pessoas foram presas em diversos países graças a uma investigação realizada pelo FBI relacionada ao uso ilegal da ferramenta de administração remota chamada Blackshades. Foram realizadas buscas em mais de 12 países com a participação de órgãos de segurança pública na Europa, Ásia, Austrália e América do Norte, segundo a revista Time.

O software conhecido como Blackshades infectou mais de 2 mil computadores e permitia aos cibercriminosos controlar as webcams das vítimas e tirar fotos com objetivos ilícitos, roubar informação pessoal, entre outras coisas.

Essa operação global começou com pistas fornecidas pelo FBI a seus parceiros da União Europeia (EU), onde foram realizadas a maioria das prisões e interrogatórios. Holanda, Bélgica, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Canadá, Chile e Suíça aparecem entre os países que fizeram parte da operação.

Os investigadores acreditam que em torno de 200 mil nomes de usuários e senhas também podem ter sido comprometidos pelo software, que era ativado ao clicar em links que eram recebidos por e-mail e em teoria direcionavam os usuários a fotos ou vídeos em redes sociais.

Inicialmente o Blackshades não era considerado software ilegal, e podia ser comprado na Internet em média por US$ 40 como uma ferramenta de administração remota, utilizada para monitorar o uso de um computador sem que o usuário percebesse.

Seus criadores o vendem como um programa para vigiar que ninguém esteja usando um computador quando seu dono não esteja presente, para controlar os sites visitados por menores de idade, etc. O problema é que de acordo com as leis de muitos países, é ilegal instalar esse tipo de programa em um computador de alguém sem a autorização de seu dono, ainda mais se o atacante o faz com fins ilícitos.

O que tudo indica é que foi exatamente isso o que fizeram mais de 100 cibercriminosos detidos pelo FBI. Quando não utilizado para os fins para quais foi vendido, o Blackshades se torna um espião com capacidade de controlar um computador à distância e roubar credenciais, informação pessoal, arquivos, textos escritos com o teclado e usar a webcam sem que o usuário perceba.

Os produtos de segurança digital da ESET detectam e bloqueiam o Blackshades como worm Win32/Ainslot.

Vale a pena relembrar que semana passada, o FBI tinha anunciado que estava preparando campanhas para desmantelar redes de cibercrimes, e que nas semanas seguintes prenderia os cibercriminosos por trás delas. No Reuters Cybersecurity Summit, Robert Anderson, do FBI, tinha dito que “Existe uma mudança na nossa filosofia. Se você vai atacar americanos, vamos lhe controlar”. Logo afirmou que a maneira com a qual o FBI lida com o cibercrime começará a mostrar uma face “muito mais agressiva”.

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