Malware rouba informação da agência espacial do Japão

Malware rouba informação da agência espacial do Japão

A agência espacial do Japão notificou na última sexta-feira que dados de seus novos foguetes foram roubados por cibercriminosos a partir da infecção por um código malicioso em um dos computadores do escritório. O jornal The New York Times informou que a Agência Aeroespacial do Japão (JAXA) teve um computador afetado, que se encontrava em

A agência espacial do Japão notificou na última sexta-feira que dados de seus novos foguetes foram roubados por cibercriminosos a partir da infecção por um código malicioso em um dos computadores do escritório. O jornal The New York Times informou que a Agência Aeroespacial do Japão (JAXA) teve um computador afetado, que se encontrava em

A agência espacial do Japão notificou na última sexta-feira que dados de seus novos foguetes foram roubados por cibercriminosos a partir da infecção por um código malicioso em um dos computadores do escritório.

O jornal The New York Times informou que a Agência Aeroespacial do Japão (JAXA) teve um computador afetado, que se encontrava em uma base ao noroeste de Tóquio e o código malicioso encontrado coletava e enviava informações de forma secreta. A agência garantiu que o código malicioso foi detectado por um software antivírus no dia 21 de novembro. Além disso, foi realizada uma análise que determinou que não houve outro sistema afetado pelo malware.

Os dados roubados da agência espacial incluíam informações sobre Epsilon, um novo foguete que ainda está em desenvolvimento. Segundo o reconhecido jornal, este tipo de foguete tem como finalidade o lançamento de satélites, mas, devido ao seu tamanho, também pode ser utilizado com finalidade militar.

Apesar do roubo de informação por parte do código malicioso, a agência afirmou que não estava muito claro se era um ataque direcionado. Contudo, recordemos que este tipo de ataque já foi visto na América Latina, direcionado a diferentes empresas. Por exemplo, podemos citar o caso do ACAD/Medre, um código malicioso que roubava informação de planos industriais de computadores que estavam infectados. A ESET América Latina realizou um acompanhamento da Operação Medre, coletando estatísticas do ataque direcionado ao Peru.

Devido ao malware afetar tanto usuários finais, como também grandes empresas ou entidades, em nosso laboratório recomendamos a leitura de nossos 10 conselhos para não se infectar. Assim como vimos neste caso, o comprometimento de somente um computador pelo código malicioso pode resultar em roubo de informação confidencial. Seguindo com esse alinhamento, a segurança deve ser gerenciada e deve se complementar com a educação dos usuários para adotar um comportamento seguro ao utilizar a Internet.

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